Japão: Uma seleção que pode incomodar na Copa das Confederações

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Honda é o principal destaque da seleção japonesa!
Boa tarde galera!

Hoje falarei sobre a primeira adversária do Brasil na Copa das Confederações, sábado no estádio Mané Garrincha em Brasília. Trata-se do Japão, os primeiros a se classificarem "Via-Eliminatórias" para a Copa do Mundo do ano que vem e atual campeã da Copa da Ásia, o que qualificou os "Samurais Blues" a participarem dessa competição.

Tudo bem, a seleção japonesa não é nenhuma Alemanha, Argentina, Espanha... que são teoricamente os candidatos ao título ano que vem aqui no Brasil, porém, é uma seleção digamos, emergente e que pode muito bem incomodar as grandes. Não pela habilidade e genialidade de jogadores tecnicamente super bem dotados, mas é pela técnica que essa geração japonesa tem e, principalmente, o entrosamento forte de um grupo que está junto há 4 anos, juntando a isso a obediência tática que o grupo tem ao experiente treinador italiano Alberto Zaccheroni. Além disso, a velocidade do time japonês pode muito bem ser uma arma poderosa tanto na Copa das Confederações, quanto na Copa do Mundo.

Há alguns anos falar que o Japão chegaria a alguma competição como alguém que poderia incomodar era impossível. Porém, os tempos são outros e se pegarmos as seleções que participarão da Copa das Confederações, tem mais jogadores convocados atuando na Europa do que o Brasil, por exemplo, (14 x 12), embora seja apenas um dado estatístico, isso mostra que o futebol nipônico tem crescido e não é mais um saco de pancadas.

Como destaque, o ótimo meia Keisuke Honda, que atua no CSKA Moscou, mas que há tempos desperta interesse de equipes fortes do futebol europeu. Jogador de um passe refinado, técnica muito bem apurada e boa finalização, Honda veste a camisa #4 e lidera o time como um verdadeiro camisa 10! 

Outra arma dos Samurais é o meia-atacante Shinji Kagawa, que atua no Manchester United e que brilhou com a camisa do Borussia Dortmund. Dono da camisa 10, Kagawa ajuda a formar um trio de meias para servir o centroavante japonês Maeda, com o atacante do Stuttgart, Okazaki, completando esse trio. Sempre muito veloz e habilidoso, o camisa 10 do Japão merece atenção dobrada dos defensores adversários. 

O fato de cair no grupo que tem Itália, Brasil e México, faz com que essa seleção não vá muito longe na Copa das Confederações. Porém, poderá sim passar de fase, caso consiga vencer o México, que não é superior em minha opinião à seleção japonesa, e tirar pontos da Itália e aproveitar um momento de restruturação da seleção brasileira para tentar surpreender na estreia. Claro que, teoricamente, Brasil e Itália devem avançar.

Entretanto, torcerei muito pelo Japão. Jogam um futebol ofensivo, dinâmico e tem bons jogadores atuando em equipes fortes da Europa. Poderá ser uma boa surpresa nessa Copa das Confederações.

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